Descobertas

Diretamente do cotidiano de um programador

EMSL – 2008

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Depois de duas três escolhas mal sucedidas de nome de blog, eu resolvi escolher esse como terceiro quarto e ficar por aqui. Desta vez, espero que definitivamente.

Nesse post colocarei minhas impressões sobre as poucas palestras e oficinas que participei no emsl desse ano. Foi a primeira vez que fui no emsl, das vezes passadas como o encontro aconteceu no interior de Minas e no período letivo, não deu pra ir. Neste ano eu fiquei sabendo que o emsl aconteceria em cima da hora, e mesmo perdendo o primeiro dia de evento, fui nos dias restantes.

Infelizmente, devido ao trabalho não pude assitir a todas as palestras que eu queria. Vou apenas comentar sobre as melhores que eu assisti.

Git

Participei de um mini-curso de git e gostei bastante. Já estava afim de aprender a usar o git há algum tempo, mais especifícamente desde que comecei a programar em ruby e fiquei sabendo da existência do github, que é um site onde você pode armazenar seus programas de código aberto em repositórios git de graça (o github tem outros planos de pagamento para programas não open-source). Grande parte do github é escrita em ruby (e algumas partes em Erlang). Efim, no mini-curso deu pra aprender o básico do git. Agora eu preciso usar ele mais, possivelmente usando o github, para poder compará-lo melhor com o CVS.

Júlio Neves

A palestra do Júlio Neves foi super interessante! Foi uma boa chance de aprender sobre a história dos *nixes aqui no Brasil. O Júlio falou sobre como um dos primeiros Unixes do mundo foi desenvolvido aqui no Brasil, na sede da Cobra ele em ele trabalhava. Além disso ele falou sobre como nós temos “complexo de formiga” e tendemos a nos inferiorizar em relação aos outros países, principalmente na área de tecnologia. Enquanto falava do complexo de formiga, o Júlio contava casos de vários projetos de sistemas unixes que ele trabalhou, casos esses que além de serem bastante inspiradores, eram muito engraçados. Gostei da lição que ele deu ao falar que o que determina a qualidade de um software é a quantidade de criatividade que foi aplicada no seu desenvolvimento, e que criatividade nós brasileiros temos de sobra!

Ao final da palestra ele fez uma pequena apresentação sobre o Zenity, uma ferramenta para criar interfaces GTK usando Bash script.

MadDog

Pra finalizar o evento veio a esperada palestra de MadDog. MadDog comparou o Linux com ‘player pianos‘, que são aqueles tocadores automáticos de piano, em que se colocam rolos de papel com as notas a serem tocadas e que ao passar por uma cabeça de leitura fazem música. MadDog, como colecionador de player pianos queria preservar as músicas desses rolos de papel, mas foi impedido por leis de copyright dos Estados Unidos. Ele fez comparações entre os piano players e o linux e entre os rolos de papel com as músicas codificadas e software livre, o que ofereceu uma analogia perfeita para falar sobre copyright em softwares e outras artes.

Um artigo sobre esse mesmo assunto do próprio MadDog foi publicado na linuxmagazine. Dêem uma olhada, pois é muito interessante.

Written by Dalto

dezembro 4, 2008 às 9:06 am

Publicado em eventos, linux, software livre

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